sábado, 7 de maio de 2011

Acabámos esquecidos no meio dos lençóis onde tudo aconteceu.

Apertei as minhas mãos com medo, enquanto tu me beijavas e eu de olhos abertos, sem reagir, mas pensei que tudo era magia e deixei-me ir.
A uma da manhã já chama o relógio de parede, e eu ainda me conservo de olhos bem abertos a afinar pormenores da ida e volta do coração. Não me vejo perdida, nem pensar!

Sinto-me pesada, não me arrasto. O meu corpo pesa e curva para se sentir natural, mas o natural se torna o difícil ao teu olhar, a noite foi longa e já não há mais espaço para mais.

Cheguei à infâmia diante o espelho, os meus olhos retrocederam a chegada mas não foi mais possível.
Como tudo correu eu não dei conta:
"- Eu tocava à campainha da porta do teu andar do apartamento, tu abriste a porta com a ansiedade de saber quem seria, viste-me e espantado ficaste. Estava eu com uma blusa salmão  de decote estampado, uma saia preta e curta, meia-calça preta e calçada por umas sapatilhas pretas. Entrei, e enquanto fechavas a porta, eu me virei para ti, juntaste-te a mim e eu desloquei dois passos até ao teu corpo, coloquei as minhas mãos nos teus ombros e juntei o meu nariz ao teu. Tu, radiante, deste um beijo nos meus lábios e desceste até ao meu pescoço."

Beijando o meu pescoço, tu agarraste em mim e levaste-me para a tua cama, onde nos beijamos infinitamente. Com a troca de carícias e mimos, tu tiraste-me a saia, a meia-calça e deixaste-me descalça e passaste a tua mão pela minha perna, suavemente, tornando o momento num momento inesquecível.
"- Querendo mais e mais, despi-te num abrir de olhos.

Os teus lábios já cansados de conduzirem pelo meu corpo e os meus cantos pedindo um pouco mais de ti.
Já eram gemidos de cansaço, e, por fim, debaixo de leves lençóis estávamos nós adormecidos e juntos corpo a corpo transpirados  por calores apaixonados."
Acordando, naquele clima criado pelo contacto dos nossos corpos, renasceu a energia para tornar repetido aquele momento passado. Mas decidindo por ficarmos agarrados um ao outro, tu passaste a tua mão pelos meus cabelos e deste-me um beijo apaixonado de bom dia.
"- Eram beijos atrás de beijos até eu deslizar da cama para preparar delicados pedaços de fruta para comermos naquela manhã onde já tínhamos o brilho do nascer do sol postado na nossa cama coberta do calor delicado produzido por nós. Foste ter comigo e deixaste cair a minha camisa até aos ombros, onde ao mesmo tempo me viraste para ti e me beijaste."
Pegaste em mim com os pedaços de fruta e já na cama meteste pedaço a pedaço na minha boca, até que meti um na tua e eu, com a minha boca, fui tirá-lo. Dando-se um beijo acabámos esquecidos no meio dos lençóis onde tudo aconteceu.
(texto criado em algures)

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